Não importa o quanto caminhamos em direção ao precipício
Há sempre um parapeito, pronto para nos livrar do suplício
Assassínio - de nós mesmos - não seria a solução mais aconselhável
Libertação das malditas noites insones... Quem sabe? Esqueçamos!
Esqueçamos essa sorrateira serpente que nos segue nas madrugadas
Superemos as madrugadas! Rondemos nossos silêncios mais mórbidos
Vasculhemos nas tralhas que aqui trazemos: Os vórtices velozes,
Aqueles que nos tragam, impiedosos, ao tédio furioso. Sádico e cíclico
Sibila o vento lá fora. Sussurra felizes lembranças de infância
Dançam folhas. Fuligens. Felicidades forasteiras de um tempo feliz
Suguemos o mel vindouro que nas narinas já podemos sorver
Sintamos suprimir toda a iniquidade que nos fizeram sofrer
domingo, 8 de novembro de 2009
Travessia
Quebro o Silêncio
Quebro o silêncio
De rubros desejos
Safira - Seus lábios
Intensos lampejos
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Transfiguração
Quero
Transgredir-me para além de tudo que é sólido
Burocrático. Automático. Autocrático. Asmático
Metafórico. Bucólico. Meteórico. Melancólico
Transgredir-me-ei
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Quero
Transbordar-me em delírios, delícias, carícias
Desejos incensuráveis, atravessando as paredes
De minha comporta, gerando energia para o espaço infinito
Transbordar-me-ei
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
um escavador
domingo, 1 de novembro de 2009
Poema Horizontal
Escrevo como quem desdenha
Das solenidades da vida adulta
Nada será tão raso ou profundo
Que não caiba a palavra puta
Pois se há neste vasto mundo
Essa tal profissão meretrícia
Meu poema bem vagabundo
Falará de sua grande "astúcia"
Sobrevivendo como pode
Com sua horizontal perícia
De qualquer jeito se fode
Como toda a gente nessa vida
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Fiz o meu melhor
sábado, 24 de outubro de 2009
Neon
Vermelho-Outubro. Fogo!
